Infelizmente, no Brasil, ainda existe uma cultura de que a medicina deve ser utilizada apenas em casos emergenciais. Mas a relação criada entre paciente e médico é fundamental para um tratamento preventivo de qualidade. E quando o assunto é a saúde dos nossos filhos, o pediatra precisa ser entendido nesse contexto como aliado no desenvolvimento infantil.

Segundo a ONS (Organização Nacional da Saúde), crianças e adolescentes precisam ser acompanhados por um especialista desde os primeiros dias de vida até os 19 anos de idade. Esse acompanhamento pode ser mensal, trimestral ou semestral e incluem desde os exames de rotina a orientações sobre alimentação e vacinas.

Não é exagero dizer que a manutenção desse acompanhamento pediátrico é que garantirá a qualidade de vida das crianças, permitindo que tenham uma velhice mais longa e sadia. Ao atuar na prevenção de doenças na fase infantil, o médico pediatra promove a obtenção de hábitos mais saudáveis, garantindo a integridade física e mental de seus pacientes.

A puericultura em cada faixa etária

Do 0 aos 2 anos

O ideal é que o acompanhamento pediátrico comece ainda na maternidade, com a realização das primeiras vacinas e de exames essenciais como o teste do pezinho e os de sensibilidade ocular e auditivo. É nesse período que o médico pediatra orienta os pais aos cuidados com o bebê em casa, avalia a amamentação e o ganho de peso do recém-nascido, além de observar se ele apresenta icterícia (coloração amarelada da pele) ou qualquer outra alteração.

Durante o primeiro ano, as consultas precisam ser mensais para acompanhar o desenvolvimento da criança e realizar a introdução de novos alimentos. É comum os pais terem dúvidas nesses momentos, por isso estabelecer uma relação de confiança e transparência com o pediatra do seu filho é muito importante.

Dos 3 aos 5 anos

As consultas agora podem ocorrer num período de intervalo de até 3 meses. Contudo, como o sistema imunológico ainda está sendo fortalecido, é comum que os pequenos sejam acometidos por doenças respiratórias como gripes e resfriados ou alérgicas como as dermatites.

Por ser um período de introdução ao ambiente escolar, há ainda os impactos sócio afetivos que podem atingir o desenvolvimento pueril como dificuldades de socialização ou crises de birra ou ansiedade ao separar-se dos pais.  Nesses casos, a visita ao consultório médico pode ser menos espaçada até que tudo se normalize.

Dos 6 aos 11 anos

Nessa etapa, o desenvolvimento intelectual ocorre de forma mais acelerada que o físico. Em muitos casos, é nesse momento que pais, professores e pediatras conseguem identificar alguma discordância no processo de aprendizagem ou socialização da criança.

Por isso, manter as visitas regulares a um médico que venha acompanhando o desenvolvimento do seu filho pode ser determinante para prevenir quaisquer distúrbios durante essa fase, garantindo uma adolescência mais tranquila.

Dos 12 aos 19 anos

Eis que chegamos a mais temida fase do desenvolvimento infantil, a adolescência. E é bem provável que durante esse período você escute do seu filho que já é crescido demais para uma consulta pediátrica, mas não se engane, as mudanças corporais e hormonais devem ser assistidas de perto.

É importante destacar que nesse período, doenças como o colesterol, a hipertensão ou o diabetes têm maior probabilidade de surgirem nos adolescentes, prejudicando toda a qualidade de vida na fase adulta. Assim, cabe ao pediatra avaliar como essa transição para a puberdade está ocorrendo e orientar os pais na prevenção dessas enfermidades.

A própria legislação brasileira, através do “Estatuto da Criança e do Adolescente”, Lei N° 8.069, de 13/07/90, determina que o indivíduo, até os 19 anos de idade, seja atendido pelo médico pediatra, pois compreende que apenas esse especialista está habilitado ética e clinicamente para lhe dar com as situações sociais, psicológicas e hormonais que envolvem essa fase.

Benefícios do acompanhamento pediátrico

A frequência das consultas ao pediatra, além de garantir a qualidade de vida dos nossos filhos, também traz benefícios aos pais. Compartilhar dúvidas, inseguranças e medos exige empatia e confiança, um vínculo que vai sendo estabelecido ao decorrer dos atendimentos ambulatoriais.

A qualidade dessa relação de confiança é que pautará o sucesso (ou não) das orientações médicas. Por isso, ao escolher o especialista que acompanhará seus filhos, leve em consideração a indicação de outros pais sobre um médico pediatra em Jaú, veja a sua disponibilidade de atendimento, inclusive a facilidade no agendamento de consultas.

Lembre-se de que é esse especialista quem será seu parceiro na busca pelo bem-estar do seu filho. Mantenha esse elo, compareça regularmente ao pediatra. Toda criança ou adolescente merece e precisa de um profissional competente que o conheça e acompanhe. Tornar esse acompanhamento periódico pode garantir a qualidade de vida dos nossos filhos.

Mas nos conte, qual sua opinião a respeito da importância do pediatra para o cuidado com seu filho? Com que frequência tem agendado consultas com esse profissional? Compartilhe conosco suas experiências!

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Até breve!
Equipe Médica Rede VIK

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