Você acha que o Sarampo é coisa do passado? Está muito enganado! Embora o surto recente da doença tenha trazido à tona a importância da vacina contra o Sarampo, a OMS (Organização Mundial de Saúde) vem alerta para o maior surto a nível global desde 2006.

Os números são realmente alarmantes: de janeiro a julho de 2019, 181 países registraram 364.808 casos da doença. Segundo o Ministério da Saúde, 907 casos ocorreram no Brasil com maior concentração nos estados de São Paulo (3.254), Rio de Janeiro (18) e Pernambuco (13). Entretanto, 16 estados brasileiros registraram casos de sarampo este ano, sendo 4 o número de mortos — 3 eram crianças com menos de 1 ano de idade e um homem de 42 anos, nenhum deles havia se vacinado.

Mas, afinal, por que o Sarampo está de volta depois de anos sem nenhum caso registrado no país?

1980 e o início da vacinação contra o Sarampo

Entre os anos 1971 e 1979, 101.800 pessoas morreram nas Américas vítimas do Sarampo. A doença causava aproximadamente 2,6 milhões de morte por ano em todo o mundo. Assim, a partir da década de 80, o Brasil iniciou uma intensa batalha contra o vírus!

  • 1982: foi lançado o primeiro lote da vacina brasileira contra o sarampo.
  • 1984: a vacinação de crianças de 0 a 4 anos de idade contra poliomielite, sarampo, difteria, coqueluche e tétano foi iniciada no país.
  • 1992: ocorreu a primeira Campanha Nacional contra o Sarampo.
  • 1997: aconteceu mais uma Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Agora, em crianças menores de cinco anos.
  • 1999: o Plano de Erradicação do Sarampo foi implementado no Brasil.

Em 2016, o Sarampo é erradicado das Américas

Em 1994, os países do continente americano juntaram esforços para eliminar a transmissão da doença até o ano de 2000, tendo sido o último surto registrado em 2002 na Venezuela. Contudo, de 2003 a 2014, 5.077 casos do Sarampo foram confirmados nas Américas. As ocorrências, entretanto, vieram de pacientes de fora do continente ou estavam relacionadas a eles. Logo, os casos vieram de pessoas que não haviam sido vacinadas.

Apenas no ano de 2015, no Brasil, houve o registro do último caso de Sarampo, o que conferiu o certificado de erradicação da doença a toda a América, em 2016, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

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O Sarampo volta a assolar o território brasileiro

Infelizmente, no início de 2018, o Sarampo volta a atingir o Brasil. Dessa vez, a região Norte foi a mais afetada com 10.302 casos e 12 óbitos. O que fez com que o país perdesse o certificado de erradicação da doença.

Mas, se as campanhas de vacinação iniciadas na década de 80 conseguiram resultados tão bons, por que a doença voltou a alarmar a população?

População baixa a guarda e vírus retorna ao país

Com o sumiço dos casos de Sarampo dos noticiários, a população acabou acreditando que o risco de contágio não mais existisse e, com isso, o número de pessoas que deixaram de se vacinar passou a aumentar. Estima-se que, atualmente, cerca de 39,9 milhões de pessoas não estejam vacinadas contra o vírus.

Assim, quando entrou novamente no território brasileiro, o Sarampo encontrou gerações inteiras sem prevenção e voltou a se espalhar rapidamente. O mesmo vem acontecendo em outros países onde a doença havia sido erradicada também.

Nas crianças, as complicações do Sarampo são maiores

As crianças são o grupo de maior risco de complicações e óbitos da doença. A incidência maior é em menores de 1 ano (9 vezes a mais que na população geral). Por esse motivo, com o surto deste ano, a campanha de vacinação incluiu os bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias.

O segundo grupo é formado pelas crianças de 1 a 4 anos. Por isso, o Sarampo muitas vezes é tido como uma doença da infância, já que o número de casos é maior nessa faixa etária e, desse modo, as vacinas costumam ser aplicadas nesse público.

Dentre as complicações da doença, estão cegueira, diarreia, infecções, pneumonias, encefalite e até a morte.

Mas se engana quem pensa que, por ser maior, está livre do vírus. Como vimos, gerações inteiras deixaram de se vacinar por acreditar que não houvesse mais o risco de contrai-la. Por esse motivo, a Campanha de Vacinação Contra o Sarampo de 2019 incluiu os jovens até os 29 anos de idade com duas doses e adultos até os 49 com pelo menos uma dose.

Principais sintomas do Sarampo e forma de contágio

O Sarampo é uma doença infectocontagiosa (se precisa de um Infectologista em Jaú, clique aqui), causada por vírus, e pode levar à morte. Ela é transmitida por meio de contato com secreções como a saliva por meio de tosse, espirro ou até mesmo pela respiração de pessoas próximas.

Seus principais sintomas são:

  • febre;
  • tosse;
  • irritação nos olhos;
  • fotofobia;
  • nariz escorrendo ou entupido;
  • mal-estar intenso.

Manchas vermelhas no rosto podem surgir por volta do 3º ao 5º dia e se espalham pelo restante do corpo. Se a febre persistir após o surgimento das manchas, pode ser um indicativo de gravidade da doença.

Previna-se do Sarampo

A única forma de se prevenir do Sarampo é a vacinação.

Por uma questão cultural, lembre-se de que as primeiras vacinas só começaram na época de 80, grande parte da população adulta não possui a carteirinha de vacinação e, muitas vezes, não se lembra se já foi ou não imunizado. Nesses casos, buscar pela vacina é a melhor forma de garantir a prevenção da doença.

E se você ainda tem alguma dúvida sobre o Sarampo ou outras vacinas, deixe seu comentário e vamos buscar esclarecê-las!

Aguardamos sua interação,

Até breve!
Equipe Médica Rede VIK

 

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