Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o leite materno é essencial para garantir o desenvolvimento saudável do bebê. Pesquisas apontam que os recém-nascidos amamentados na primeira hora de nascimento já são protegidos contra infecções. Isso porque, além de ser rico em nutrientes, o leite da mãe contém fatores imunológicos como glóbulos brancos e anticorpos.

E os benefícios não param por aí, o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida ainda evita a desnutrição e o desenvolvimento de problemas gastrointestinais. Contudo, mesmo com tantas vantagens, a falta de informação faz com que hoje, no Brasil, apenas 41% dos bebês sejam amamentados exclusivamente com leite materno.

Infelizmente, ainda existe uma cultura de que o leite não seja suficiente para o bebê após os primeiros meses. Assim, muitas mães, por acreditarem que seus filhos sentem fome ou sede, complementam essa alimentação com água, papas, sucos ou fórmulas. O que é um erro! Exceto em casos sob orientação médica, o leite materno deve ser o único alimento dos bebês até os seis primeiros meses de vida.

Um alimento completo

A composição do leite materno varia de acordo com a necessidade do bebê:

  • após o parto – o recém-nascido mama o colostro, um líquido mais espesso e amarelado que é rico em proteínas e anticorpos;
  • do 7º ao 21º dia – com o sistema imunológico mais protegido, o leite passa a fornecer os nutrientes necessários para o crescimento do bebê, tendo mais gordura e carboidratos em sua composição;
  • a partir do 21º dia – já se tem um leite mais maduro e estável em seus componentes.

Além dessa variação, o leite materno sofre alterações ao longo das mamadas. Assim, é comum que primeiramente ele saia com aspecto mais aguado (o que não significa que, por isso, ele seja fraco), na realidade, a função nesse momento é mais de hidratação do recém-nascido que alimentação. Só em seguida, segue-se o leite mais espesso.

Por esse motivo, dizemos que o leite materno é um alimento completo e dispensa, inclusive, a associação de água à dieta do bebê.

Os primeiros seis meses de vida

Os recém-nascidos possuem um sistema digestivo ainda imaturo, limitando a sua capacidade de absorver alguns componentes presentes em outros tipos de alimentos. Essa limitação pode sobrecarregar o organismo do bebê e acarretar diversas consequências como casos de gastroenterites (diarreia e vômito) e alergias, por exemplo.

Após os primeiros seis meses de vida, a criança atinge um estágio de maturidade fisiológica, o que significa que seu organismo já é capaz de processar e eliminar outros tipos de substâncias. É, por isso, que a partir desse período a introdução de outros alimentos começa a ser feita.

Alimentação complementar até os 2 anos

Se o bebê agora já come outros alimentos e ingere diversos líquidos, por que continuar amamentando até os dois anos? Existem alguns bons motivos para isso!

Previne doenças

Se aos seis meses, a criança começa a experimentar novos sabores, logo começará a experimentar o mundo também: engatinhando, colocando as mãozinhas na boca, andando pelo chão. Assim, o bebê acaba ainda mais susceptível a infecções, gripes e resfriados. Prolongando-se a amamentação até os dois anos, a mãe ajuda a reforçar o sistema imunológico do filho.

E não é só isso, o aleitamento materno também protege contra infecções respiratórias como a bronquite, diminui o risco de alergias e dermatites atópicas, promove uma melhor nutrição, reduz a chance de obesidade, diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, além de favorecer o desenvolvimento da capacidade cognitiva.

Fortalece o vínculo materno

O ato de amamentar influencia no desenvolvimento interpessoal do bebê ao estabelecer uma ligação emocional entre a mãe e filho. Isso porque a ocitocina, também conhecida como “hormônio do amor”, é liberada no organismo materno durante a amamentação, aumentando a sensação de bem-estar e autoestima.

Além do mais, o contato físico, o calor do corpo da mãe e até o seu cheiro fazem com que a criança se sinta mais segura e acolhida no colo materno, estreitando esse vínculo afetivo.

Preserva o meio ambiente

Isso mesmo. Você entendeu bem! Continuar a amamentação após os seis meses também auxilia na economia familiar e na preservação do meio ambiente.

Durante o processo de fabricação de fórmulas infantis e até mesmo os leites longa vida, há um alto gasto de energia, água, embalagens, combustíveis e outros materiais. Já o leite materno não tem custo para as famílias, não gasta com embalagens, não precisa ser aquecido para o preparo e seu descarte não agride o meio ambiente.

Acompanhamento pediátrico

Indiscutivelmente, a amamentação até os dois anos é extremamente benéfica tanto para a mamãe quanto para o bebê. Contudo, é comum surgirem dúvidas quanto o aleitamento materno, por isso é importante sempre procurar uma Clínica Pediátrica em Jaú ou em sua região, para esclarecer qualquer incerteza.

Um Médico Pediatra pode orientar o processo de amamentação exclusivo até os seis meses e acompanhar a introdução alimentar após esse período. Assim, mamãe e bebê ficam seguros e confiantes durante todo o processo.

Mas e você, tem dúvidas sobre o leite materno? Compartilhe conosco suas experiências ou incertezas! Será um prazer continuar esse assunto…

Até breve!
Equipe Médica Rede VIK

 

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